quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Criar valor versus Lei de Murphy

Um CEO comentava numa ocasião que observava sempre com interesse a forma como as empresas reagiam e se adaptavam à sua volta, mesmo nas situações mais corriqueiras em que ele fosse mais um consumidor a comprar pão no Pingo Doce. E dava o exemplo sobre como justamente o Pingo Doce tinha feito uma óbvia redução em custos de RH por intermédio de alguns processos de flexibilidade e polivalência.

O valor é um dos lugares comuns do Marketing. Trocado por miúdos significa qualquer ideia que de alguma forma melhore a performance de uma operação a qualquer nível. E isto pode significar a reivenção da roda ou coisas muito simples.

Por exemplo!

Espreitava a conversa das minhas vizinhas do lado ao balcão da Picasso enquanto comia a sopinha. E elas conspiravam acerca de uma outra gaja qualquer que pelos vistos seria asquerosa e de como isso tinha influído na reorganização do Departamento de há tempos. Como não havia quem quisesse ficar nas vizinhanças da fulana, a Diretora lá desenhou o espaço de modo a que sobretudo a si própria saísse a fava. Ora se eu suspeito que isto é o tipo de fotonovela sem valor nenhum, por outro lado, até aqui (!) pode haver valor acrescentado de um ponto de vista de marketing operacional.

Mas a coisa pode ser ainda mais simples - e a meu ver mais relevante.

Eu hoje também criei valor!

Há dias que um dos meus phones se finou. A coisa em si não tem grande mal imediato porque seja como for ouço sempre a minha excelsa seleção de mp3 apenas com um phone quedando-se um ouvido inquilino do mundo real. O problema era que numa manifestação inequívoca da Lei de Murphy sempre que colocava o phone no ouvido, em semanas, nem uma - é que nem uma vez! - logrei colocar o phone funcional à primeira tentativa. Um gajo que tenha 50% de chances em alguma coisa e se insistir em tentar, mais tarde ou mais cedo, acerta. Menos eu! Até que hoje exasperado decidi deixar de me queixar da minha má sorte e tomar o destino nas minhas mãos. Criar valor!

Retirei a borrachinha protetora do phone mau.

E, claro, estou orgulhoso!

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