Sabemos realmente o que queremos, o que procuramos? À queima roupa muitos dirão que sim. Mas se começarmos a esgravatar em nós próprios?
Temo bem que apenas a incompleição do objetivo e a gana de lá chegar disfarce, adie, sei lá, a constatação de que não era assim tão importante. Deve ser por isso que quando às vezes comungo daquele devaneio pornográfico do "e se me saísse o Euromilhões" me assusto. Depois disso é preciso ter sonhos a sério para não perigarmos na constatação de que afinal não tínhamos nenhum.E nesta forma de estar nem tudo se perde, deixem que vos diga. Descobrir que afinal não estamos nada dececionados com as nossas deceções é de uma redenção surpreendente. Às tantas damos por nós a pensar que vamos a jogo pelas lições e pelas sensações. Nada mau, digo-vos eu...
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