sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A crise adiada

Hoje descia à rua e vi os putos da faculdade no frenesim da praxe. Depois, ainda há pouco cruzei-me de novo com putos. Podiam bem ser os mesmos, apinhavam a rua ao largo dos bares de Santos. Efusivos nas pinturas de guerra da noite.

Perguntei-me como estará a cidade daqui a dois, três anos.

Nas conversas de amigos não falamos de outra coisa. De futuro, qual seja, haverá?

Os putos por ora não pensam nisso.

É quase aliciante. Será que os problemas para que eu me recuse a olhar persistirão em existir?


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