Daqui a bocado saímos à rua. Eu pelo menos saio. Outros sairão. Nunca saem todos mas sairão muitos. Suponho mais do que o que me lembro no meu tempo de vida. Essa será a primeira grande vitória de alguma coisa vaga. A vitória não começa quando realmente ganhamos nem acaba quando parece que tenhamos perdido. A vitória começa quando nos erguemos da apatia. Hoje é provavelmente isso o máximo que temos a ganhar. Mas já é tanto...
Um amigo que por acaso é financeiro dizia-me ontem com ironia que esta crise despertou um financeiro de bancada dentro de cada português. Eu direi mais, despertou finalmente políticos, financeiros, cidadãos, dentro de muitos portugueses. Finalmente! O país não se constrói de treinadores de bancada nem de mitos sebásticos do José Mourinho. Esta é a vida real e mesmo se custa é mais proveitoso que a discutamos no Facebook do que plantemos nabos no Farmville!
A partir daqui tudo em aberto. Sentimos todos uma vaga unanimidade de meter um ponto final parágrafo em algumas coisas mas a partir daí não haja ilusões, dividimos-nos em muitas hipóteses e interrogações. Isto não é necessariamente mau. Não, reformulo, isto é bom. Que nos manifestemos mesmo que depois nos dividamos num debate de opiniões que eventualmente esprema algo de novo. Tenho ouvido muita coisa das quais discordo e concordo. Vagamente, enfático? Nestas alturas todos têm opinião porque a bancada é mesmo assim. Até já ouvi clamar que o que nos fazia falta era um rei mais as províncias ultramarinas. Mas pouco importa! A verdade é que parece que sacudimos o pó do pensamento político. Isso é bom...
E é por isso que ao intervalo, e mesmo a perder por muitos a zero de alguma forma já se marca o primeiro golo.
Caso para dizer, que se foda o Benfica, carrega Portugal...
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