sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Facebook

Fui olhar os rostos. Nem foi nostalgia embora confesse que me deixou um pouco assim. Fui para ajudar à memória numa lista de eventuais convites para casamento. No fim deleitei-me e assombrei-me na constatação de que o mundo gira e o tempo passa embora só o percebamos de tempos a tempos.

Há dias falava com a Bê do nosso passado. Passado recente, passado antigo. 6, 8, 10 anos. Isso é o quê? É passado, é ontem a desvanecer-se e a retocar as memórias com cores falsas. Às vezes nem é isso. Ás vezes as memórias são cristalinas e precisas. Foi o presente que mudou.

Pensei nisto tudo a ver fotos das centenas de rostos que tenho no Facebook. Alguns nem sei quem são. Alguns sei. Mentira, soube, passou tanto tempo, já não sei. Há aqueles que de repente percebi que o tempo passou por eles. Noutros parece que foi ontem. Noutros foi mesmo. E noutros foi mesmo há muito tempo e apostaria que o tempo passou. A foto é que é antiga, patifes. É. Os que há muito estão distantes mas que em ainda fazem tinir coisas boas cá dentro e os que nunca se afastaram mas que na realidade não nos fazem sentir nada. Os afetos que achámos que podiam ser especiais mas duraram um dia e os que nunca o foram e duraram muito mais que isso. E sobretudo espantamos-nos - espanto a mais das vezes bom - de já ter cruzado tanta gente de tanta forma. Está certo, o Facebook engana, há ali muita palha. Mas ainda assim, muitos sorrisos, sim, há ali que recordar. E do bom!

Pensei foi que fosse mais fácil escolher quem convidar.

Tenho que inventar um critério...


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