Ah pudesse eu com uma tesoura cortar em mim este meu ego
este mesmo que me faz cego
e que me dá às dores como ninguém
a iludir-me trágico da afronta que quase dor não tem
seria leve e doce
poder despir as garras com que firo e na dor que causo mirro
assim fosse
poder despir a pele por que me rasga o esbirro
E dizer-lhe a ele e a mim
"Faz como quiseres,
Tu não és mas sou eu livre por fim"
Não, não é que fosse então imortal
senhor e dono da equação que tria o bem e o mal
apenas livre desse peso que sei ser e nem nego
Ah pudesse eu com uma tesoura cortar em mim este meu ego
Sem comentários:
Enviar um comentário