terça-feira, 16 de outubro de 2012

Rendimentos mínimos salomónicos

Hoje debatia uma querela pessoal com um amigo. Às tantas ele diz-me que no fundo ambos - eu e esse terceiro- tínhamos culpa. Espantei-me e quis saber que quota me cabia. Ele encolheu os ombros. "Não sei pá, mas creio que em qualquer desavença há-de haver sempre culpa de lado a lado.

A pensar naquilo ocorreu-me que era uma espécie de média tendencial da História do Universo. Mas pôrra, lá estatística é justiça?! Ah, quero que Salomão se dane. Na verdade tem culpa de metade do rosário de horrores da Humanidade. Se no fim metade da culpa é sempre nossa, nem mais, nem menos, para quê tecer o esforço de sermos absolutamente corretos?

Pensei, "opá, vai-te lixar com essa teoria!" - E até lhe podia ter batido, partido tudo à nossa volta e soltado todo o meu mau génio numa baixaria inqualificável e gratuita. É que qual Fenix renasceria imaculado de metade da minha culpa. Essa seria sempre dele.


Sem comentários:

Enviar um comentário