domingo, 18 de outubro de 2015

Prova cronometrada de "smart escova de dentes"

Cá em casa aderimos às smart escovas de dentes. Sobretudo porque nos sentíamos inferiorizados nos fins de semana  passados com o Ricardo Azevedo​ e a Ana Soares​ que, geeks da saúde oral, apareciam sempre com verdadeiras I-Escovas, enquanto que eu levava uma escova ramélica das mais baratas já com os fiozinhos todos estraçalhados pela minha cremalheira.

Nos primeiros dias achei aquilo porreirinho.

Até que descobrimos que a escova tinha timer e apitaria quando a limpeza estivesse concluída. Pensei que a minha devia ter o cronómetro estragado porque nunca tinha apitado. Só que depois fui ler as instruções. E lá dizia que apitaria ao fim de 2 minutos, o tempo de escovagem recomendado pela OMS. "Que diabo!" Nunca tinha apitado... Eu nunca demoraria os dois minutos a lavar os dentes? Impossível, é claro que sim embora jamais, claro, tivesse cronometrado.

Preocupado levei o assunto ao meu superior hierárquico, a Eva portanto.

A Eva também nunca tinha ouvido o apito. E como ambos juraríamos que a nossa lavagem de dentes era exímia e dentro dos critérios da OMS as escovas só podiam estar avariadas.

Mas estava na altura de recorrer ao método científico.

Escovas prontas a entrar em ação e cronómetro.

Ready, set, go!


Depois de um arranque fulgurante às tantas começa-se a instalar o cansaço nos atletas. A Eva observa numa dicção confusa de escova na boca que de certeza que já tinham passado dois minutos. Eu dou indicação para a pista que na verdade ainda nem um se tinha passado. 

Mas a partir daqui estava-se tudo a complicar...

Uma Eva enfadada dizia que era melhor vermos uma série para ajudar a passar o tempo. Mas havia  problemas mais graves do que enfado. A centrifugação diabólica daquelas maquinetas do diabo estava a começar a fazer claras em castelo de espuma na boca. A Eva já se estava a babar para o chão, eu a caminho disso. Ainda por cima compenetrado num esforço para não abrir a boca. Cada vez que me distraía o remoínho do inferno projetava-me mil gotículas de espuma na camisa. E aínda só íamos no minuto e meio. Em boa verdade vos digo que os 30 segundos finais foram de grande sacrifício a bem da ciência. Mas valeu a pena. Aquela porra apita mesmo aos dois minutos. Fica por saber como é que os outros dois aguentam os dois minutos.

Cá em casa está decidido, vamos voltar às escovas analógicas e usamos esta geringonça como batedeira.

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